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porneia - luxuria - dilapidação do amor
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porneia
VIDE
Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério. (Mat 5:32)
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição (porneia), furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (Mat 15:19)
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação (porneia), e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Mat 19:9)
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, (Mar 7:21)
Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. (Jo 8:41)
Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição (porneia), furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. (Mat 15:19)
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação (porneia), e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Mat 19:9)
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, (Mar 7:21)
Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. (Jo 8:41)
Na acepção e uso bíblico designa em todos os sentidos, a dilapidação do amor. Philocalie
Desequilíbrio psico-físico que polariza toda nossa energia ao nível sexual, conduzindo a pulsões que submergem a personalidade e a tensões que só se satisfazem na masturbação.
No nível mais profundo, é tratar o seu corpo ou o de outro como "coisa", como matéria sem alma, objeto de prazer e não de amor.
A castidade para os padres da Philokalia é muito mais que a continência sexual. Trata-se de uma atitude de respeito a si-mesmmo e aos outros, não se vendo e nem vendo-os como se fossem coisas. Uma atitude que restitui ao ser pessoal seu mistério, sua alteridade não consumível, enquanto ser de comunhão e não de consumo. Jean-Yves Leloup
Uso patológico da sexualidade. Em grego significa prostituição; os padres da Philokalia a usaram neste sentido específico de desvalorização de si-mesmo e do outro, tratando a si e ao outro como objeto de consumo e de prazer. Philokalia-Therapeutes
A. Tanquerey - Compêndio de Teologia Ascética e Mística
§ II. A luxúria
873. 1. Natureza. Assim como quis Deus que andasse anexo um prazer sensível ao alimento, para ajudar o homem a conservar a vida, assim ligou um prazer especial aos atos pelos quais se propaga a espécie humana.Este prazer é, conseguintemente, permitido às pessoas casadas, contanto que usem dele para o nobilíssimo fim para que foi instituído o matrimônio, a transmissão da vida; fora do matrimônio, é rigorosamente interdito esse prazer. A despeito dessa proibição, há infelizmente em nós, a partir sobretudo dos anos da puberdade ou da adolescência, uma tendência mais ou menos violenta a experimentar esse prazer, até mesmo fora do matrimônio legítimo. É esta tendência desordenada que se chama luxúria, e é condenada em dois preceitos do Decálogo: 6. Guardar castidade nas palavras e nas obras; 9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos.
Não são, pois, somente proibidos os atos externos, senão também os atos internos consentidos, imaginações, pensamentos, desejos. E com toda a razão: porque, se alguém se demora, de propósito deliberado, em imagens, em pensamentos desonestos, ou em maus desejos, logo os sentidos se perturbam, produzindo-se movimentos orgânicos, que muitas vezes serão prelúdio de atos contrários à pureza. Quem quiser, pois, evitar esses atos, tem de combater pensamentos e imaginações perigosas.
874. 2. Gravidade destas faltas. A) Toda a vez que se quer ou procura diretamente o prazer mau, o prazer voluptuoso, há pecado mortal. É que, de fato, é gravíssima desordem pôr em risco a conservação e propagação da raça humana. Ora, uma vez que se assentasse como princípio, que é lícito procurar o prazer da carne em pensamentos, palavras ou ações fora do uso legítimo do matrimônio, seria impossível pôr freio ao furor desta paixão, cujas exigências aumentam com as satisfações que se lhe concedem, e dentro em breve seria frustrado o fim do Criador. É isto, afinal, o que mostra a experiência: quantos jovens não há que se tornaram incapazes de transmitir a vida, porque abusaram do seu corpo! Assim, pois, no prazer mau, diretamente querido, não há ligeireza de matéria.
B) Há casos, porém, em que esse prazer, sem ser diretamente procurado, se produz em conseqüência de certas ações, aliás boas, ou ao menos indiferentes. Se não se consente nesse prazer, e, por outro lado, há razão suficiente para praticar a ação que o ocasiona, não há culpa, e, por conseguinte, não há que recear. Se, porém, os atos que determinam essas sensações, não são nem necessários nem seriamente úteis, tais como as leituras perigosas, as representações teatrais, as conversas levianas, as danças lascivas, é evidente que entregar-se a essas coisas é pecado de imprudência mais ou menos grave, segundo a gravidade da desordem assim produzida e do perigo que há de consentimento.
875. C) Sob o aspecto da perfeição, não há, depois do orgulho, obstáculo maior ao progresso espiritual que o vício impuro, a) Solitárias ou cometidas com outras pessoas, não tardam essas faltas em produzir hábitos tirânicos, que paralisam todo o ardor para a perfeição e inclinam a vontade para as alegrias grosseiras. Gosto da oração, desejo de qualquer virtude austera, aspirações nobres e generosas, tudo isso desaparece. b) A alma é invadida pelo egoísmo: o amor, que se tinha para com os pais ou amigos, estiola-se e desaparece quase completamente; não resta mais que o desejo de gozar, a todo o preço dos prazeres maus: é uma verdadeira obsessão, c) Rompe-se, então, o equilíbrio das faculdades: é o corpo, é a volúpia que manda; a vontade torna-se escrava desta ignominiosa paixão, e dentro em breve revolta-se contra Deus, que proíbe e castiga esses prazeres maus.
d) Os tristes efeitos desta abdicação da vontade bem depressa se fazem sentir: a inteligência embota-se e enfraquece, porque a vida desceu da cabeça para os sentidos: desapareceu o gosto dos estudos sérios; a imaginação já não pode representar senão baixezas; o coração murcha pouco a pouco, seca, endurece, não tem outros encantos senão os prazeres grosseiros, e) Muitas vezes até o próprio corpo é profundamente atingido: o sistema nervoso, sobreexcitado por estes abusos, irrita-se, enfraquece e «torna-se impróprio para a sua missão de regulação e defesa»1; os diversos órgãos já não funcionam senão imperfeitamente; a nutrição faz-se mal, as forças enfraquecem, não anda longe a tuberculose.
É evidente que uma alma assim desequilibrada, a animar um corpo débil, não só não pode pensar mais em perfeição, senão que de dia para dia se afasta dela para mais longe. Muito feliz será ela; se puder entrar em si a tempo de assegurar ao menos a salvação.
Importa, pois, indicar alguns remédios para este vício grosseiro.
Perenialistas
- Frithjof Schuon
- Sin la menor duda, Cristo no era opuesto al matrimonio, y quizás tampoco lo era a la poligamia; la parábola de las diez vírgenes parece testimoniarlo (NA: Al añadir, con intención explicativa, la expresión «y de la esposa» a las palabras «al encuentro del esposo», se quita a la parábola, si no todo su sentido, al menos mucha de su fuerza.). En el mundo cristiano, hubiese convenido permitir la poligamia a los príncipes, si no a todos los fieles; ello hubiese evitado no pocas guerras y bastantes presiones tiránicas sobre la Iglesia; entre otras, el cisma anglicano. El hombre no debe separar lo que Dios ha unido, dijo Cristo condenando el divorcio; ahora bien, los matrimonios principescos fueron la mayoría de las veces componendas políticas, lo que no tiene nada que ver con Dios y tampoco guarda ninguna relación con el amor. La poligamia, como la monogamia, se refiere a factores naturales: si la monogamia es normal porque el primer matrimonio fue forzosamente monógamo y porque la feminidad, como la virilidad, reside enteramente en una sola persona, la poligamia, por su parte, se explica, por un lado, por la evidencia biológica y por la oportunidad social o política - en ciertas sociedades al menos - y, por otro, por el hecho de que la infinitud, representada en la mujer, permite una diversidad de aspectos; el hombre se prolonga hacia la periferia, que libera, como la mujer se enraíza en el centro, que protege (NA: En cambio, la poliandria no encuentra ningún apoyo en los datos de la naturaleza; rarísima, se explica sin duda por razones económicas muy particulares y quizá también por conceptos propios del chamanismo. Hay también el caso de la prostitución sagrada - hetairas, hieródulas, dêvadassîs, geishas - en que la mujer se hace centro, puesto que se entrega a una pluralidad de hombres; nos es forzoso admitir que este fenómeno es una posibilidad en el marco de las tradiciones arcaicas, pero está en todo caso excluido de las religiones más tardías, con algunas excepciones, pero demasiado marginales para merecer una mención explícita.). A esto es preciso añadir, aparte toda consideración de oportunidad, que los pueblos más o menos nórdicos se encuentran más bien inclinados hacia la monogamia, y esto por evidentes razones de clima y de temperamento, mientras que la mayor parte de los pueblos meridionales parecen sentir una inclinación natural hacia la poligamia, cualquiera que sea la forma o el grado. En cualquier caso, fue un error, en Occidente, imponer a todo un continente una moral de monjes: moral perfectamente legítima en su marco metódico, pero no obstante fundada sobre el error - en cuanto a su extensión sobre la sociedad entera - de que la sexualidad es una especie de mal; un mal que conviene reducir al mínimo y no tolerar más que en virtud de un aspecto que pone entre paréntesis todo lo esencial. (Schuon Esoterismo Principio Via|El esoterismo como principio y como vía)): II EL PROBLEMA DE LA SEXUALIDAD
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Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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