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pleonexia - cobiça, cupidez, avidez, inveja, concupiscência
Tradição e tradições > Cristianismo > Philokalia
pleonexia
VIDE
- pathos
- kakia
- philargyria
- O mal de dentro
Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem. (Mar 7:21-23)
E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. (Luc 12:15)
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Rom 1:28-32)
Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza. (2Co 9:5)
Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. (Ef 4:19)
Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; (Ef 5:3)
Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; (Col 3:5)
Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha; (1Tes 2:5)
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (2Pe 2:3)
Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; (2Pe 2:14)
E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. (Luc 12:15)
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm; Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia; Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem. (Rom 1:28-32)
Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza. (2Co 9:5)
Os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. (Ef 4:19)
Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos; (Ef 5:3)
Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; (Col 3:5)
Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha; (1Tes 2:5)
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. (2Pe 2:3)
Tendo os olhos cheios de adultério, e não cessando de pecar, engodando as almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza, filhos de maldição; (2Pe 2:14)
A pleonexia consiste essencialmente na vontade de adquirir novos bens, com o desejo de possuir cada vez mais. Enquanto traduz-se geralmente a palavra philargyria por "avareza", em um sentido amplo, traduz-se pleonexia por avidez, inveja, concupiscência, cupidez.
Embora philargyria e pleonexia representem duas atitudes passionais diferentes, podem ser estudadas juntas, pois procedem de um mesmo apego passional aos bens materiais e por outro lado, andam juntas, implicando-se mutuamente.
O que é a causa destas paixões, não é o dinheiro, nem os bens materiais eles mesmos, mas a atitude perversa do homem a seus respeito. A finalidade do dinheiro e dos bens materiais é de serem utilizados pelo para satisfazer suas necessidades relativas a sua subsistência. A cupidez e a avareza, enquanto paixões, não respeitam esta finalidade e levam o homem a adotar quanto às necessidades uma atitude patológica lhes conferindo um valor nelas mesmas em lugar de um valor utilitário, e delas se deleitando não pelo uso mas pela posse. Maximo o Confessor salienta a este respeito que "nada é mau entre as criaturas de Deus", que a paixão é devida ao mau uso que fazemos das potências de nossa alma, no caso do poder concupiscente. Assim, diz Maximo o Confessor, o que é um mal, "não são as riquezas, mas a avareza (...). Nada disto que é, é mau, mas somente o mau uso (parakresis), devida a negligência de nosso espírito a se cultivar segundo a natureza.
Resumindo, a pleonexia é, portanto, a vontade de obter mais e mais do que quer que seja, com o desejo (thymikon) insaciável de possuir sempre mais. Philokalia-Therapeutes
Ávido (avidus) vem de avere (desejar, ansiar). Daí também avaro (avarus). Pois, o que é ser avaro? Ir além do que basta. E o avaro se chama assim porque é ávido de ouro (aurum) e nunca se sacia com os bens; quanto mais tem, mais cobiça. Daí a sentença de Flaco que diz: "O avaro sempre é necessitado". E a de Salústio: "A avareza não diminui com a abundância nem com a penúria". Santo Isidoro de Sevilha Etimologias
Tanquerey - Compêndio de Teologia Ascética e Mística
§ II. A inveja
845. A inveja é, ao mesmo tempo, paixão e vício capital. Como paixão, é uma espécie de tristeza profunda que se experimenta na sensibilidade à vista do bem que se observa nos outros; esta impressão é acompanhada duma constrição do coração que lhe diminui a atividade e produz um sentimento de angústia.Aqui ocupamo-nos sobretudo da inveja, enquanto vício capital, e exporemos: 1. a sua natureza; 2. a sua malícia: 3. os seus remédios.
846. 1. Natureza. A) A inveja é uma tendência a entristecer-se do bem de outrem, como se fosse um golpe vibrado à nossa superioridade. Muitas vezes é acompanhada do desejo de ver o próximo privado do bem que nos faz sombra.
Nasce, pois, do orgulho este vício, que não pode tolerar superiores nem rivais. Quando um está convencido da própria superioridade, entristece-se, ao ver que outros são tão bem ou melhor dotados que ele, ou que ao menos alcançam maiores triunfos. Objeto da inveja são sobretudo as qualidades brilhantes; contudo em homens sérios também o podem ser as qualidades sólidas e até a virtude.
Manifesta-se este defeito pela mágoa que um sente, ao ouvir louvar os outros; e então procura-se atenuar esses elogios, criticando os que são louvados.
847. B) Muitas vezes confunde-se a inveja com o ciúme; quando se distinguem, define-se este como um amor excessivo do seu próprio bem, acompanhado do temor de que nos seja arrebatado por outros. Este era, por exemplo, o primeiro do seu curso; notando os progressos dum condiscípulo, começa a ter-lhe ciúme, porque receia que ele lhe leve o primeiro lugar. Aquele possui a afeição dum amigo: começando a temer que ela lhe seja disputada por um rival, entra a ter ciúmes. Aquele outro tem uma numerosa clientela, e entra a recear que ela diminua por causa dum concorrente. Daí aquele ciúme que por vezes grassa entre profissionais artistas, literatos, e às vezes até sacerdotes. — Numa palavra, tem-se inveja do bem de outrem e ciúme do seu próprio bem.
C) Há diferença entre a inveja e a emulação: esta é um sentimento louvável que nos leva a imitar, igualar, e, se possível for, a sobrepujar as qualidades dos outros, mas por meios leais.
848. 2. Malícia. Pode-se estudar esta malícia em si e nos seus efeitos.
A) Em si, é a inveja pecado mortal, de sua natureza, porque é diretamente oposto à virtude da caridade, que exige nos regozijemos do bem dos outros. Quanto mais importante é o bem que se inveja, tanto mais grave é o pecado; e assim, diz S. Tomás ter inveja dos bens espirituais do próximo, entristecer-se dos seus progressos ou dos seus triunfos apostólicos é gravíssimo pecado. É isto verdade, quando estes movimentos de inveja são plenamente consentidos; muitas vezes, porém, não passam de impressões, ou sentimentos irrefletidos, ou ao menos pouco refletidos e voluntários: neste último caso, não passa de venial a falta.
849. B) Nos seus efeitos, é a inveja muitas vezes sobremaneira culpável:
a) Excita sentimentos de ódio: corre-se risco de odiar aqueles de que se tem inveja ou ciúme, e, por conseqüência, de falar mal deles, de os desacreditar, caluniar, ou de lhes desejar mal.
b) Tende a semear divisões, não somente entre estranhos, mas até no seio das famílias (recorde-se a história de José), ou entre famílias aliadas; e estas divisões podem ir muito longe e criar inimizades e escândalos. É ela que por vezes divide os católicos duma região, com grandíssimo detrimento do bem da Igreja.
c) Impele à conquista imoderada das riquezas e das honras: para sobrepujar aqueles a quem tem inveja, entrega-se o invejoso a excessos de trabalho, a manobras mais ou menos leais, em que se encontra comprometida a honradez.
d) Perturba a alma do invejoso: não há paz nem sossego, enquanto se não consegue eclipsar, dominar os próprios rivais; e, como é muito raro que se chegue a alcançá-los, vive-se em perpétuas angústias.
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Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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