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philarguria - avareza
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philargyria
Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. (1Ti 6:10)
Toda forma de crispação em "ter" qualquer coisa que seja, por exemplo, apegos irracionais a qualquer bem, idéia, prática ou postura. Uma espécie de identificação com o que se possui, cuja perda pode significar a perda de si-mesmo.
Os padres da Philokalia recomendam como antídoto a meditação sobre a morte, o dar-se conta de que aquilo que é composto um dia vai se decompor, o realizar a finitude. Jean-Yves Leloup
Designa de maneira geral o apego ao dinheiro e às diversas formas de riqueza material. Apego que se manifesta no prazer de possuir, na preocupação em conservar, na dificuldade que se experimenta ao se separar do que se possui, e na dor que se sente ao se fazer uma doação.
Pode e deve ser estudada juntamente com a paixão denominada pleonexia pois ambas procedem deste apego desmesurado a bens materiais, e freqüentemente uma apóia a outra. Philokalia-Therapeutes
Philokalia
A. Tanquerey - Compêndio de Teologia Ascética e Mística
ART. III. A avareza
A avareza está em conexão com a concupiscência (pleonexia, epithymia) dos olhos, de que já falamos (n. 199). Exporemos: 1. a sua natureza: 2. a sua malícia; 3. os seus remédios.891. 1. Natureza. A avareza é o amor desordenado dos bens da terra. Para mostrar onde se encontra a desordem da avareza, importa recordar, primeiro, o fim para que Deus deu ao homem os bens temporais.
A) O fim, que Deus se propôs, é duplo: a nossa utilidade pessoal e a dos nossos irmãos.
a) Os bens da terra nos são concedidos para ocorrerem às necessidades temporais do homem, tanto da alma como do corpo, para conservarem a nossa vida e a dos que dependem de nós, e para nos darem meios de cultivarmos a inteligência e demais faculdades.
Entre esses bens: 1) uns são necessários para o presente ou para o futuro: é um dever adquiri-los por meio do trabalho honesto; 2) os outros são úteis para aumentar gradualmente os nossos recursos, assegurar o nosso bem-estar ou o dos outros, contribuir para o bem público, favorecendo as ciências ou as artes. Não é proibido desejá-los para um fim honesto, contanto que se reserve uma parte para os pobres e para as boas obras.
b) São-nos também dados estes bens para socorrermos os nossos irmãos que estão na indigência. Somos, pois, em certa medida, tesoureiros da Providência, e devemos dispor do supérfluo para assistir aos pobres.
892, Agora já nos é mais fácil mostrar onde se encontra a desordem no amor dos bens da terra.
a) Está muitas vezes na intenção: desejam-se as riquezas, por si mesmas, como fim, ou por fins intermédios que se erigem em fim último, por exemplo, para alcançar prazeres ou honras. Parar ali, não encarar a riqueza como meio de agenciar bens superiores, é uma espécie de idolatria, o culto do bezerro de ouro; não se vive mais que para o dinheiro.
b) Manifesta-se ainda na maneira de as adquirir: procuram-se com avidez, por toda a espécie de meios, com prejuízo dos direitos doutrem, com dano da saúde própria ou dos empregados, por meio de especulações temerárias, com risco de perder o fruto das próprias economias.
c) Aparece também na maneira, de usar deles: 1) Só se despendem de má vontade, com mesquinhez; o que se quer é acumular, para maior segurança, ou para gozar da influência que dá a riqueza; 2) não se dá nada ou quase nada aos pobres e às boas obras: capitalizar, eis o fim supremo que se procura a todo o transe. 3) Alguns chegam deste modo a amar o dinheiro como um ídolo, a aferrolhá-lo no cofre, a apalpá-lo com amor: é o tipo clássico do avarento.
893. C) Este defeito não é geralmente o dos jovens, que, ainda levianos e imprevidentes, não pensam em capitalizar; há contudo exceções entre os caracteres sombrios, inquietos, calculadores. Na idade madura ou na velhice é que ele se manifesta: então é que se desenvolve o temor de vir a passar míngua, fundado por vezes no receio das doenças ou dos acidentes que podem produzir a impotência ou a incapacidade de trabalhar. Os solteirões e solteironas estão particularmente expostos a este vício, por não terem filhos que os socorram na velhice.
894. D) A civilização moderna desenvolveu outra forma do amor insaciável das riquezas, a plutocracia, a sede de chegar a ser milionário ou até bilionário, não para assegurar o seu futuro ou o de seus filhos, senão para adquirir esse poder dominador que o dinheiro conquista. Quem tem à sua disposição somas enormes, goza de grandíssima influência, exerce um poder muitas vezes mais eficaz que os governantes, é o rei do ferro, do aço, do petróleo, da finança, e manda aos soberanos como aos povos. Esta dominação do ouro degenera muitas vezes em tirania intolerável.
895. 2. Sua malícia. A) A avareza é um sinal de desconfiança de Deus, que prometeu velar sobre nós com paternal solicitude, não nos deixando jamais passar falta do necessário, contanto que tenhamos confiança nele. Convida-nos a olhar para as aves do céu, que não trabalham nem fiam, não certamente para nos incitar à preguiça, senão para acalmar as nossas preocupações e nos estimular à confiança em nosso Pai celestial. Ora o avarento, em lugar de pôr a sua confiança em Deus, coloca-a na multidão das suas riquezas e faz injúria a Deus, desconfiando dele: «Ecce homo qui non posuit Deum adintorem suum, sed speravit in multitudine divitiarum suaram et praevaluit in vanitate sua. Esta desconfiança é acompanhada de excessiva confiança em si mesmo, na sua atividade pessoal: quer o homem ser a sua providência, e assim cai numa espécie de idolatria, fazendo do dinheiro o seu Deus. Ora, ninguém pode servir ao mesmo tempo a dois senhores, a Deus e à riqueza: «non potestis Deo servire et mammonae».
É, pois, grave de sua natureza este pecado, pelas razões que acabamos de indicar; é-o também, sempre que leva a faltar aos deveres graves da justiça, peles meios fraudulentos que porventura se empreguem, para adquirir e reter a riqueza; da caridade, quando se não dão as esmolas necessárias; da religião, quando alguém se deixa de tal modo absorver pelos negócios que menospreza os deveres religiosos. —. Não passa, porém, de pecado venial, quando nos não leva a faltar a qualquer das grandes virtudes cristãs, nem muito menos aos deveres para com Deus.
896. B) Sob o aspecto da perfeição, é gravíssimo obstáculo o amor desordenado das riquezas.
a) É paixão que tende a suplantar a Deus em nosso coração: este coração, que é templo de Deus, é invadido por toda a sorte de desejos inflamados das coisas da terra, de inquietações, de preocupações absorventes. Ora, para nos unirmos a Deus, é mister desprender o coração de qualquer criatura ou preocupação terrena; porque Deus quer «todo o espírito, todo o coração, todo o tempo e todas as forças de suas pobres criaturas». — É sobretudo necessário esvaziá-lo do orgulho; ora o apego às riquezas desenvolve esse orgulho, porque o homem tem mais confiança nos bens terrenos que em Deus. Deixar prender o coração ao dinheiro é, pois, levantar um obstáculo ao amor de Deus; porque onde está o nosso tesoiro lá está também o nosso coração: «ubi thesaurus vester, ibi et cor vestrum erit». Desprendê-lo é abrir a Deus a porta do coração: uma alma despojada dos bens da terra é rica do próprio Deus: toto Deo dives est.
b) A avareza conduz igualmente à mortificação e à sensualidade: quem tem dinheiro e o ama, quer gozar dele e comprar com ele muitos prazeres; ou então, se se priva desses prazeres, é para apegar o coração ao dinheiro. Em ambos os casos, é sempre um ídolo que nos afasta de Deus. Importa, pois, combater esta triste inclinação.
Perenialistas
- Frithjof Schuon
- Pero volvamos al hadîth de Alî: en suma, el ensañamiento del cuarto califa contra el vino se explica cuando se admite que el vino es prácticamente el orgullo (hyperephania). La hinchazón narcisista que la embriaguez produce no es, en efecto, sino el «pecado original» considerado en su aspecto luciferino. Asimismo, se comprende el ensañamiento del hadîth sobre los comerciantes - que hemos citado en primer lugar - si se tienen en cuenta las ecuaciones «avidez igual a concupiscencia» y «concupiscencia igual a caída»; lo que se considera es también el pecado original, pero esta vez en su aspecto de egoísmo ávido y avaro. La victoria sobre el «dinero» y el «vino» se convierte en la victoria sobre el «viejo Adán»: la victoria a secas, la que personifican los santos y los Profetas; y la naturaleza de éstos no es otra que la Fitrah, la «Naturaleza primordial»; la de los elegidos en el Paraíso. TRAS LAS HUELLAS DE LA RELIGION PERENNE: ESCOLLOS DEL LENGUAJE DE LA FE LA VÍA DE LA UNIDAD
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