Palavras-chave:
inteligência
espírito
divino
presença
alma
essência
ontologia
metafísica
pneuma
imagem
escatologia
homem
hermetismo
nous
VIDE
- Correlatos: noesis, noema, noeton
- dianoia
- logos
- logismos
- pneuma
- Tradição filosófica grega - nous
- Vocabulário de Platão
- Heidegger - nous
Então abriu-lhes o entendimento (nous) para compreenderem as Escrituras. (Luc 24:45)
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento (nous), e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento (nous) sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. (Rom 7:23-25)
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento (nous), e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento (nous) sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. (Rom 7:23-25)
A dupla faculdade que tem a pessoa de pensar o mundo e de contemplar Deus. Philocalie
Intelecto, enquanto a mais alta faculdade no homem, através da qual - se purificada (vide katharsis) - ele conhece a Deus ou as essências ou princípios interiores - logoi (vide logos)- das coisas criadas por meio da apreensão direta ou percepção espiritual. Distinta da dianoia ou razão, da qual deve ser bem distinguida, o intelecto não funciona pela formulação de conceitos abstratos e pela argumentação sobre estes para alcançar uma conclusão dedutiva, mas compreende a verdade divina por meio de uma experiência imediata, intuição ou "simples cognição" (expressão de S. Isaac o Sírio). O intelecto habita nas "profundezas da alma"; constitui o aspecto mais interior do coração (S. Diadochos §§ 79, 88). O intelecto é o órgão da contemplação - theoria -, o "olho do coração" (Homílias Macarianas). Tradução inglesa da Philokalia
A inteligência, o nous, que reaparece constantemente na Philokalia é essencialmente o intelecto intuitivo - René Guénon diria a intuição intelectual -, estranho ao discurso. Pequena Philokalia
Este termo designa geralmente a parte mais espiritual da inteligência, a "fina ponta" da alma - psyche -, o lugar da consciência e da lucidez espirituais. Em certos contextos, se torna quase o coração - kardia -, no sentido bíblico deste termo. A nous não deve ser confundida com a inteligência discursiva e racional.
(Entretiens avec un ermite de la sainte montagne sur la prière du coeur. Hiérothée Vlachos)
Jean Borella em seu livro La Charité profanée explica que o termo grego nous significa intelecto no sentido adotado por René Guénon. Segundo Borella, fora de Paulo Apostolo, nous é utilizado apenas três vezes: uma vez em Lucas e duas no Apocalipse. Nos três empregos trata-se da inteligência espiritual. Entretanto traduzir nous por "razão", como ocorre com frequência, não é um erro, pois pode-se tratar de razão intuitiva. Poderia se dizer também "alma intelectiva", ou sentido espiritual. Embora hoje em dia o conhecimento racional se refira exclusivamente à démarche discursiva do pensamento natural, melhor nomeado em grego como dianoia.
Philokalia
- Maximo o Confessor
- 50. Aquele que renunciou tais coisas como casamento, possessões e outros interesses mundanos é exteriormente um monge, mas pode ainda não ser um monge interiormente. Somente aquele que renunciou as imagens conceituais apaixonadas destes coisas fez um monge de seu eu interior, o intelecto (nous). É fácil ser um monge em seu eu exterior se se quer ser; mas não é pequena luta (agon) ser um monge em seu eu interior (nous). Quarta Centúria do Amor
- 73. E é por isto que Ele também diz, "Vende tudo que possuis e dê esmolas" (Luc XII, 33), "e descobrireis que tudo é limpo para vós" (Luc XI, 41). Isto se aplica aqueles que não mais dispendem seu tempo em coisas do corpo, mas esforçam-se para limpar o intelecto (nous) (que o Senhor denomina "coração") do ódio (orge) e da dissipação. Pois estes últimos corrompem o intelecto e não permitem que veja Cristo, que nele habita pela graça (kharis) do santo batismo. Quarta Centúria do Amor
Perenialistas
René Guénon
- Guenon Esoterismo Cristão
- O "Intelecto ativo" representado pela Madona, é o "raio celeste que constitui o vínculo entre Deus e o homem e, que conduz ao até Deus: é a buddhi hindu. Há que ter cuidado com que "Sabedoria" e "Inteligência" não são estritamente idênticas: há aqui dois aspectos complementários a distinguir (Hokmah e Binah na Cabala).
Frithjof Schuon
- Uma das chaves para a compreensão de nossa verdadeira natureza e de nosso destino último é o fato de que as coisas terrenas nunca estão proporcionadas à extensão real de nossa inteligência (nous). Esta, ou é feita para o Absoluto, ou não é; só o Absoluto permite a nossa inteligência poder inteiramente o que ela pode, e ser inteiramente o que é. O mesmo para a vontade (thelema), que, além do mais, nada mais é que uma prolongação, ou um complemento, da inteligência: os objetos que ela mais se propõe ordinariamente, ou que a vida a impõe, não alcançam sua envergadura total; somente a "dimensão divina" pode satisfazer a sede de plenitude de nosso querer ou de nosso amor (eros).
- Tem que conhecer o continente e não dispersar-se nos conteúdos. O continente é em primeiro lugar o milagre permanente da existência; é, em continuação, o da existência ou da inteligência, e depois o do gozo que, como um poder expansivo e criador, preencha, por assim dizer, os "espaços" existencial e intelectual.
- Ser inteligente é saber distinguir entre o essencial e o secundário; mas é também pressentir as essências (ousia) ou os arquétipos nos fenômenos. Ou seja que a inteligência possa ser, ou bem discriminativa, ou bem contemplativa, a menos que o discernimento (diakrisis) e a contemplação (theoria) estejam em equilíbrio.
- A inteligência, em quanto nos pertence, não se basta a si mesma, necessita a nobreza da alma (psyche), a piedade (Kyrie Eleison) e a virtude (arete) para poder superar sua particularidade humana e alcançar a inteligência em si.
- A inteligência do animal é parcial, a do homem é total; e esta totalidade só se explica por uma realidade transcendente à qual a inteligência está proporcionada.
- A objetividade, pela qual a inteligência humana se distingue da inteligência animal, estaria desprovida de razão suficiente sem a capacidade de conceber o absoluto ou o infinito, ou sem o sentido da perfeição (katartismos).
- A objetividade é a essência (ousia) da inteligência, mas a inteligência está muito longe de ser sempre conforme a sua essência.
- A inteligência é bela quando não destrói a fé (pistis), e a fé somente é bela (kallos quando não se opõe à inteligência.
- O fato de que o realismo espiritual, ou a fé, proceda da inteligência do coração (kardia) e não do mental permite compreender que na espiritualidade a qualificação moral seja mais importante que a qualificação intelectual, sobejamente. Schuon Pérolas Peregrino
Ananda Coomaraswamy
- Coomaraswamy Mente
- La facultad del alma que recuerda es la Mente (manas = nous), no distraída por la operación de las facultades de percepción y acción. «Allí, en "sueño profundo clarividente" (svapne) esa divinidad intuye (anubhavati) lo Inconmensurable. Todo lo que ha sido visto (drshtam), lo ve próximamente (anupasyati), todo lo que ha sido oído, lo oye próximamente (anusrunoti). Todo lo que ha sido y no ha sido visto, todo lo que ha sido y no ha sido oído, intuitivamente conocido o no conocido (anubhutam, ananubhutam), bueno o malo (sat, asat), todo lo que ha sido directamente experimentado (pratyanubhutam) en tierra o aire, una y otra vez él lo experimenta directamente; él lo ve todo, él lo ve todo» (Prasna Upanishad IV.5); o, como el Comentador comprende la conclusión, «siendo él mismo el todo, él lo ve todo», en concordancia con el principio de la identidad de conocer y ser enunciado en el verso 11, donde el Comprehensor del Sí mismo «conociendo todo, deviene todo». En el contexto precedente, Sankara interpreta, acertadamente pienso yo, «visto y no visto» como refiriéndose a «lo que ha sido visto en este nacimiento y lo que ha sido visto en otro nacimiento»: el significado de esto devendrá más claro cuando tratemos de «jâtavedas» y «jâtissaro» y si tenemos presente que aunque Sankara habla de nacimientos anteriores, el Señor es para él «el único transmigrante». METAFÍSICA: Recordación, India Y Platónica
- «Nacidos de la mente y uncidos a la mente»: en el símil siempre recurrente del carro, es decir, el vehículo corporal en el cual el Sí mismo espiritual solar toma su sede como un pasajero mientras dura el carro, los órganos de los sentidos son los caballos y sus riendas las tiene la mente conductora (manas, nous) en nombre del pasajero; «Savitr unce a los dioses (devâh = prânâh) con la mente, él los impele (yuktvâya manasâ devân... savitâ prasuvati tân, Taittirîya Samhitâ IV.1.1)». Cuando los caballos obedecen voluntariamente a las riendas, el carro conduce al pasajero a su destino señalado; pero si persiguen sus propios fines, los objetos naturales de los sentidos, y la mente sucumbe a ellos, el viaje acaba en desastre (debe recordarse que la mente es «doble», sujeta a los sentidos o independiente de ellos, Maitri Upanishad IV.34, cf. Filon, Legum allegoriae I.93). El hombre cuyos sentidos están bajo control, o «uncidos» (yuktâh, yujah), es decir, el yogi, puede decir, por consiguiente, «Yo me unzo a mí mismo, como un caballo que comprende (svayam ayuji hayo na vidvân, Rig Veda Samhitâ V.46.1)»; lo cual es solo otro modo de referirse a aquellos que «ofrecen todas las operaciones de los sentidos y los soplos en el Fuego del "yoga" del control de sí mismo, encendido por la gnosis» (Bhagavad Gîtâ IV.27). METAFÍSICA: atmanyajña: El Sacrificio de sí Mismo
- Hemos tratado así brevemente la natividad divina desde ciertos puntos de vista para sacar las correspondencias de las referencias védicas y gnósticas al Silencio. En ambas tradiciones, los poderes integrales y auténticos, sobre cada nivel de referencia, son sicigias de principios conjuntos, macho y hembra; resumiendo la doctrina gnóstica de los Eones (védico amrtâsah = devâh) podemos decir que ab intra e informalmente estos son bythos y sige, «Abismo» y «Silencio», y ab extra, formalmente, nous y ennoia o Sophia, «Intelecto» y «Sabiduría», y sin entrar en más detalles, podemos decir que sigesygkrima corresponde al védico tushrî y nous a manas, y que sige y Sophia corresponden respectivamente a los aspectos oculto y manifestado de Aditi-Vâc; y también que la «caída» de la Palabra (vâg... avapadyata, citada arriba), y su purificación en tanto que Ric, Apâlâ, Suryâ (Jaiminîya Upanishad Brâhmana I.53 sig., Rig Veda Samhitâ VIII.91 y X.85) corresponde a la caída y redención de Sophia y la Shekinah en las tradiciones gnóstica y qabbalista, respectivamente. En lo que son formas del cristianismo realmente más académicas que «ortodoxas», los dos aspectos de la Voz, dentro y fuera, son los de «esa naturaleza por la cual el Padre engendra» y «esa naturaleza que recede de la semejanza de Dios, y sin embargo retiene una cierta semejanza con el ser divino» (Summa Theologica I.41.5C y I.14.11 ad 3), las Theotokoi eterna y temporal, respectivamente. METAFÍSICA: LA DOCTRINA VÉDICA DEL «SILENCIO»?
- sahâjanetta. Sutta-Nipâta 1096: dos MSS. dicen sahajanetta. Nosotros deberíamos traducir «poseído del ojo innato», es decir, como implica el Comentarista, «de omnisciencia espontánea». No estamos de acuerdo con la traducción del Diccionario «lit. "ojo coincidente"», sino que tomamos sahaja en su sentido usual de «connatural», «innato», y de aquí, como en la retórica posterior, no adquirido (ahâryâ) o aprendido (aupadesikâ), sino iluminación (pratibhâ) «natural» (sahajâ). Esa es la terminología del Kâvyamîmâmsa, cp. 2, donde sahaja se iguala también con sârasvata, equivalente a «comunicado por Sophia». En lo que concierne a pratibhâ, el paralelo está plenamente justificado por Majjhima Nikâya I.240, «Brillaron sobre mí espontáneamente tres parábolas inauditas hasta ahora (tisso upamâ patibhamsu anacchariyâ pubbe assutapubbâ)». Esto es, por supuesto, una cosa enteramente diferente de la habilidad del auriga, bien versado y experto en su arte para responder a cada cuestión sobre el tema, «inmediatamente (thânaso)» sin «tomar consejo (cetaso parivitakkam)»; no obstante, esta facilidad nacida de la aplicación y de la práctica, proporciona una analogía a la habilidad del Buddha para «responder inmediatamente (thânaso... patibhâti)», pues puede hacerlo debido a que «él ha penetrado completamente el dominio de la Ley» (dhammadhâtu... suppatividdhâ, Majjhima Nikâya I.396), o, como se afirma en otras partes, debido a que él es la Ley (Samyutta Nikâya III.120 yo dhammam passati mam passati cf. Dîgha Nikâya III.84). Hay otros modos en los que se expresa el poder de respuesta inmediata del Buddha, por ejemplo Samyutta Nikâya II.105, «"Originación, originación": diciendo así, surgió en mí, oh hermanos, una visión en materias de la Ley inauditas hasta ahora (pubbe ananussutesu dhammesu cakkhum udapâdi); gnosis, presciencia, ciencia, luz, surgieron (ñânam, paññâ, vijjâ, âloko udapâde)». Obsérvese que «inaudito antes», aunque implica literalmente «que no ha de ser encontrado en la sruti, y que, por consiguiente, ha de considerarse como smrti, no implica «original» en nuestro sentido individualista, que concibe una propiedad en las ideas, sino una exégesis adecuada a las condiciones y audiencia presentes, y autorizada precisamente porque es «original» (yoniso) en el verdadero sentido de la palabra, el de «derivar de la fuente»; no se trata de lo que nosotros llamamos «inspiración», sino más bien de infalibilidad, comparable a la de Cristo cuando dice, «como mi Padre me ha enseñado, así yo hablo» (San Juan 8:28), o la de San Pablo cuando dice, «Yo tengo la mente (nous) de Cristo» (I Corintios 2:16). METAFÍSICA: ALGUNAS PALABRAS PÂLI
- La naturaleza de esta procesión divina en la Persona, la relación del Uno con los Muchos, y la originación de nuestra consciencia y mutabilidad, no se formulan más claramente en ninguna otra parte que en Maitri Upanishad II.6 sig. Aquí la Persona inteligenciante (manomayah purushah, cf. Mundaka Upanishad II.2.7), Prajâpati, el Progenitor (el Soplo, Atharva Veda Samhitâ XI.4.11), despertando como si fuera del sueño, se divide a sí mismo quíntuplemente, para despertar (pratibodhanâya) a sus hijos sin vida. «Él, teniendo todavía fines inalcanzados (akrtârthah), desde dentro del corazón consideró, "Coma yo de los objetos sensoriales (arthân asnâni)". Por consiguiente, pasando a través de estas aberturas (khânimâni bhitvâ) y saliendo, con cinco rayos (rasmibhih) come de los objetos sensoriales (vishayân atti): estos poderes cognitivos (buddhindriyâni = prajñâni, prajña-mâtrâ, tan-mâtrâ, inteligencias) son sus "rayos" o sus "riendas", los órganos de acción (karmendriyâni) son sus corceles, el cuerpo es su carro, la mente (manas = nous) es su Gobernante (niyantr), su naturaleza (prakrti = physis) el látigo; impelido sólo por él como su energizante, este cuerpo gira como la rueda del alfarero; impelido sólo por él este cuerpo se levanta en un estado de consciencia (cetanavat); sólo él es su movedor». Como un espectador (prekshakah, visionador, presenciador), y como él es en sí mismo (svasthah = apathes, autos, en eauto estos, Hermes, Lib II.12A), transmigra (carati) completamente inafectado (alepyah) por los destinos en los que sus vehículos, ya sean eminentes o ineminentes, están implicados; pero mientras se considera a sí mismo como este hombre, Fulano, mientras se identifica a sí mismo con sus experiencias y pasiones, «se enreda a sí mismo consigo mismo, como un pájaro en la red»; y como «sí mismo elemental (bhutatman)» es vencido por la causalidad, el bien y el mal, y todos los «pares» de contradictorios. La cura para este Sí mismo elemental ha de encontrarse en la disipación de su «ignorancia» (avidyâ) con el reconocimiento de «su propio Sí mismo inmortal y Duque», de quien se dice en otra parte, en el más famoso de los logoi Aupanishada, que «Eso eres Tú». METAFÍSICA: Sobre la Psicología Tradicional e India, o más bien Neumatología
- A la deidad inmanente, el atman solar, Brahma, Prajâpati, Agni, Indra, Vâyu, se le llama continuamente el «Soplo» (pranah, spiración), y, por consiguiente, sus divisiones y extensiones son los «Soplos» (prânâh). Todos estos Soplos son las actividades u operaciones (karmâni, energeia) de la visión, audición, etc., que Prajâpati suelta; mortales por separado, solo del Soplo mediano la Muerte no podía tomar posesión; se debe a Él, como su principal (sreshthah; literalmente, gloriosísimo), el que los otros se llamen «Soplos» (Brhadâranyaka Upanishad I.5.21); ellos no son «nuestros» poderes, sino solo los nombres de sus actividades (de Brahma) (Brhadâranyaka Upanishad I.4.7). En nosotros, estos Soplos son otros tantos «sí mismos» incompletos (los del veedor, el escuchador, el pensador, etc.), pero actúan unánimemente para el Soplo (o Vida) de quien ellos son «propios» (svâh, etc.), y a quien sirven como sus vasallos sirven a un rey (Brhadâranyaka Upanishad I.4.7; Kaushitakî Upanishad III.2, IV.20); a quien, por consiguiente, «rinden tributo» (balim haranti, bharanti, prayacchanti, Atharva Veda Samhitâ X.7.37, X.8.15, XI.4.19; Jaiminîya Upanishad Brâhmana IV.24.9; Kaushitakî Upanishad II.1, etc.) y a quien «recurren» o ante quien «se inclinan» (srayanti, Shatapatha Brâhmana VI.1.1.4, etc.), y por quien, a su vez, son protegidos (Atharva Veda Samhitâ X.2.27; Brhadâranyaka Upanishad IV.3.12). La operación de los Soplos es unánime, pues la Mente (manas = nous), a quien están «uncidos», y por quien son dirigidos, es su dominante inmediato (Taittirîya Samhitâ IV.1.1, VI.1.4.5; Shatapatha Brâhmana X.5.7.1). La Mente aprehende lo que los otros sentidos solo comunican (Brhadâranyaka Upanishad I.5.3); en tanto que sensus communis, la Mente «aprehende y saborea sus múltiples extensiones y praderas (de ellos)» (Majjhima Nikâya 1.295). METAFÍSICA: Sobre la Psicología Tradicional e India, o más bien Neumatología
Titus Burckhardt
En uno de estos escritos se dice, a propósito del espíritu: «El espíritu (nous) brota de la sustancia (ousia) de Dios, si es que puede hablarse de una sustancia de Dios (hemos traducido ousia por sustancia, de acuerdo con los usos dc la Escolástica; en realidad, aquí se trata de la esencia de Dios); de qué naturaleza es esta sustancia, sólo Dios puede saberlo con exactitud (es decir, la sustancia o el ser de Dios no puede ser reconocido por nada que esté fuera de sí mismo, pues está más allá de toda dualidad y de toda diferenciación entre objeto y sujeto). Por tanto, el espíritu no está separado de la sustancia de Dios, sino que irradia de éste su origen como la luz irradia del Sol. En el hombre, este espíritu es Dios...» (Corpus Hermeticum, trad. por A.-J. Festugière, París, «Les Belles Lettres», 1945. Capítulo «D'Hermes Trismégiste: sur l'Intellect commun, à Tat»). Pero no hay que dejarse engañar por la inevitable limitación del símil empleado: al referirse a una irradiación del espíritu de su origen divino no se quiere significar una «dimanación» o derivación material.
En el mismo libro se dice que el alma (psyche) está en el cuerpo como el espíritu (nous) en el alma y como la palabra de Dios (Logos) en el espíritu. (A la inversa, puede decirse también que el cuerpo está en el alma como el alma en el espíritu y como éste en la palabra de Dios.) Así, Dios es el Padre de todo. Como puede verse, esta tesis se aproxima mucho a la teología juaniana, y se comprende que las esferas cristianas de la Edad Media vieran en los escritos del Corpus Hermeticum, lo mismo que en los de Platón, la «simiente» precristiana del Logos (así veía los escritos herméticos, entre otros, san Alberto Magno).
Aunque todos los escritos sagrados garantizan la doctrina de la unidad del espíritu, ésta sigue siendo esotérica en su desarrollo, no se acomoda al gusto de todos, so pena de introducir una equívoca simplificación. Este peligro radica principalmente en que la unidad del espíritu se concibe de una manera racional, con lo que, en cierto modo, se equipara a una unidad material cualquiera; y esto hace que se borre tanto la diferencia entre Dios y la criatura como la intrínseca singularidad de cada ser creado.
El espíritu no es uno en cuanto a número, sino en virtud de su indivisibilidad, de modo que en cada criatura está completo; es más, la singularidad de ésta se funda precisamente en él, pues nada hay que tenga más unidad, más integridad ni más perfección que aquello por lo que es identificado.
Una interpretación errónea de la doctrina del espíritu único presente en todos los seres podría provocar también el corto circuito filosófico consistente en que, al abandonar el cuerpo en el momento de la muerte, el ser espiritual de cada cual se reintegará, sin más, al espíritu universal, de manera que, después de la muerte, no habría una existencia individual. Pero lo que marca individualmente la luz del espíritu y le da el sentido del yo, no es el cuerpo, sino el alma, que, al separarse de aquél, sigue existiendo, aunque en esta vida haya estado dedicada por completo a lo corporal y aparentemente no tuviera otro contenido.
Dado que el espíritu, en su calidad de polo que discierne la existencia, no puede ser convertido, a su vez, en objeto de discernimiento, el conocimiento del mismo no cambia en nada la experiencia del mundo, por lo menos en el campo de los hechos. Sin embargo, determina esencialmente la asimilación interior de éstos, la comprensión de la verdad: para la ciencia moderna, las verdades o leyes naturales, sin las cuales la mera experiencia sería simplemente arena movediza, no son más que descripciones simplificadoras de las apariencias, «abstracciones», útiles, sí, pero meramente transitorias; en cambio, para la ciencia fiel a la tradición, la verdad es la expresión o fruto comprensible de una posibilidad presente en el espíritu que, precisamente por hallarse contenida en el espíritu con carácter inmutable, se manifiesta también en el mundo exterior. Por tanto, la comprensión de la verdad está aquí mucho menos condicionada que en la ciencia moderna, sin que por ello sea deificada la explicación inteligible de la verdad, como ocurre en el pensamiento racionalista, ya que lo que el entendimiento o la imaginación pueden captar de la verdad es sólo un símbolo de las posibilidades que contiene el espíritu eterno.
.......
Las posibilidades inmutables contenidas en el espíritu no pueden aprehenderse de forma inmediata con el entendimiento. Platón las llama ideas o arquetipos, y conviene conservar el significado de estas denominaciones y no aplicarlas a conceptos generales –que, a lo sumo, sólo son un reflejo de las verdaderas ideas– ni al campo puramente psicológico del llamado «inconsciente colectivo», esta última falsa interpretación es particularmente equívoca, pues confunde la indivisibilidad de la luz espiritual con la impenetrabilidad del fondo del alma, pasivo y oscuro. Los arquetipos no están por debajo del entendimiento, sino por encima del mismo, y por eso todo lo que éste puede identificar de ellos no es más que una visión muy limitada de lo que son en realidad. Por tanto, no es posible dar a conocer los arquetipos como tales. Sólo cuando se llega a la unión del alma con el espíritu –o su reintegración a la indivisa unidad del espíritu –se produce una manifestación de aquellas posibilidades originales en el conocimiento ligado a las formas; el contenido del espíritu cristaliza entonces en símbolos en el entendimiento y en la imaginación.
En el llamado libro «Poimandrès», del Corpus Hermeticum, se describe la forma en que el espíritu universal se revela a Hermes-Thot: «...Con estas palabras, quedóse mirándome fijamente al rostro, de tal modo que me hizo temblar. Luego, cuando volvió a levantar la cabeza, me pareció ver dentro de mi propio espíritu (nous) la luz, que consistía en un número infinito de virtudes, convertida en un Todo ilimitado, mientras el fuego, rodeado y mantenido por una fuerza omnipotente, alcanzaba la estabilidad: esto fue lo que pude captar de aquella visión... Mientras yo estaba así fuera de mí, Él volvió a hablar: "Ahora has visto el espíritu (nous), la forma primitiva, el origen, el principio de todo..."» (Corpus Hermeticum, op. cit., capítulo «Poimandrès»)
Es símbolo todo lo que en el plano del alma y del cuerpo refleja los arquetipos espirituales. En esta manifestación, la imaginación tiene ciertas ventajas respecto al pensamiento abstracto; es más dúctil, no tan abstracta como éste y, al condensarse en imágenes sencillas, se apoya en la relación inversa que existe entre los campos corporal y espiritual, de acuerdo con la ley que dice: «Lo de abajo es igual a lo de arriba», como reza la Tabla Esmeraldina. (Alquimia)
En el mismo libro se dice que el alma (psyche) está en el cuerpo como el espíritu (nous) en el alma y como la palabra de Dios (Logos) en el espíritu. (A la inversa, puede decirse también que el cuerpo está en el alma como el alma en el espíritu y como éste en la palabra de Dios.) Así, Dios es el Padre de todo. Como puede verse, esta tesis se aproxima mucho a la teología juaniana, y se comprende que las esferas cristianas de la Edad Media vieran en los escritos del Corpus Hermeticum, lo mismo que en los de Platón, la «simiente» precristiana del Logos (así veía los escritos herméticos, entre otros, san Alberto Magno).
Aunque todos los escritos sagrados garantizan la doctrina de la unidad del espíritu, ésta sigue siendo esotérica en su desarrollo, no se acomoda al gusto de todos, so pena de introducir una equívoca simplificación. Este peligro radica principalmente en que la unidad del espíritu se concibe de una manera racional, con lo que, en cierto modo, se equipara a una unidad material cualquiera; y esto hace que se borre tanto la diferencia entre Dios y la criatura como la intrínseca singularidad de cada ser creado.
El espíritu no es uno en cuanto a número, sino en virtud de su indivisibilidad, de modo que en cada criatura está completo; es más, la singularidad de ésta se funda precisamente en él, pues nada hay que tenga más unidad, más integridad ni más perfección que aquello por lo que es identificado.
Una interpretación errónea de la doctrina del espíritu único presente en todos los seres podría provocar también el corto circuito filosófico consistente en que, al abandonar el cuerpo en el momento de la muerte, el ser espiritual de cada cual se reintegará, sin más, al espíritu universal, de manera que, después de la muerte, no habría una existencia individual. Pero lo que marca individualmente la luz del espíritu y le da el sentido del yo, no es el cuerpo, sino el alma, que, al separarse de aquél, sigue existiendo, aunque en esta vida haya estado dedicada por completo a lo corporal y aparentemente no tuviera otro contenido.
Dado que el espíritu, en su calidad de polo que discierne la existencia, no puede ser convertido, a su vez, en objeto de discernimiento, el conocimiento del mismo no cambia en nada la experiencia del mundo, por lo menos en el campo de los hechos. Sin embargo, determina esencialmente la asimilación interior de éstos, la comprensión de la verdad: para la ciencia moderna, las verdades o leyes naturales, sin las cuales la mera experiencia sería simplemente arena movediza, no son más que descripciones simplificadoras de las apariencias, «abstracciones», útiles, sí, pero meramente transitorias; en cambio, para la ciencia fiel a la tradición, la verdad es la expresión o fruto comprensible de una posibilidad presente en el espíritu que, precisamente por hallarse contenida en el espíritu con carácter inmutable, se manifiesta también en el mundo exterior. Por tanto, la comprensión de la verdad está aquí mucho menos condicionada que en la ciencia moderna, sin que por ello sea deificada la explicación inteligible de la verdad, como ocurre en el pensamiento racionalista, ya que lo que el entendimiento o la imaginación pueden captar de la verdad es sólo un símbolo de las posibilidades que contiene el espíritu eterno.
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Las posibilidades inmutables contenidas en el espíritu no pueden aprehenderse de forma inmediata con el entendimiento. Platón las llama ideas o arquetipos, y conviene conservar el significado de estas denominaciones y no aplicarlas a conceptos generales –que, a lo sumo, sólo son un reflejo de las verdaderas ideas– ni al campo puramente psicológico del llamado «inconsciente colectivo», esta última falsa interpretación es particularmente equívoca, pues confunde la indivisibilidad de la luz espiritual con la impenetrabilidad del fondo del alma, pasivo y oscuro. Los arquetipos no están por debajo del entendimiento, sino por encima del mismo, y por eso todo lo que éste puede identificar de ellos no es más que una visión muy limitada de lo que son en realidad. Por tanto, no es posible dar a conocer los arquetipos como tales. Sólo cuando se llega a la unión del alma con el espíritu –o su reintegración a la indivisa unidad del espíritu –se produce una manifestación de aquellas posibilidades originales en el conocimiento ligado a las formas; el contenido del espíritu cristaliza entonces en símbolos en el entendimiento y en la imaginación.
En el llamado libro «Poimandrès», del Corpus Hermeticum, se describe la forma en que el espíritu universal se revela a Hermes-Thot: «...Con estas palabras, quedóse mirándome fijamente al rostro, de tal modo que me hizo temblar. Luego, cuando volvió a levantar la cabeza, me pareció ver dentro de mi propio espíritu (nous) la luz, que consistía en un número infinito de virtudes, convertida en un Todo ilimitado, mientras el fuego, rodeado y mantenido por una fuerza omnipotente, alcanzaba la estabilidad: esto fue lo que pude captar de aquella visión... Mientras yo estaba así fuera de mí, Él volvió a hablar: "Ahora has visto el espíritu (nous), la forma primitiva, el origen, el principio de todo..."» (Corpus Hermeticum, op. cit., capítulo «Poimandrès»)
Es símbolo todo lo que en el plano del alma y del cuerpo refleja los arquetipos espirituales. En esta manifestación, la imaginación tiene ciertas ventajas respecto al pensamiento abstracto; es más dúctil, no tan abstracta como éste y, al condensarse en imágenes sencillas, se apoya en la relación inversa que existe entre los campos corporal y espiritual, de acuerdo con la ley que dice: «Lo de abajo es igual a lo de arriba», como reza la Tabla Esmeraldina. (Alquimia)
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Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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