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logismos - pensar
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logismos
VIDE
Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos (logismos), quer acusando-os, quer defendendo-os; (Rom 2:15)
Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos (logismos), e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; (2Co 10:3-5)
Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos (logismos), e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo; (2Co 10:3-5)
Geralmente no sentido de provocado por demônios, e qualificado como malígno ou demoníaco; eventualmente de inspiração divina. Philocalie
Os Padres doutos chamaram a essas paixões “logismos”, e os reduziram a oito vícios capitais, com seus correspondentes demônios. Sua percepção espiritual e psicológica, que incluía, séculos antes da psicologia moderna, vislumbres do mundo inconsciente e de suas motivações, não se reduziria só à análise do modo de tentação dos “logismos”. Incluía também critérios de discernimento e de superação. Podemos aprender deles que cada “logismo” e cada demônio tem sua própria terapêutica e sua própria maneira de enfrentar e superar. Essas elaborações sobre as paixões capitais e seus demônios nos parecem ingênuas em sua simplicidade, mas pela experiência e conhecimento da natureza humana que nos revelam, são um solo fértil de sabedoria humana e mística. (A SABEDORIA DO DESERTO - SEGUNDO GALILEA, Paulinas)
Logismos – pensamento – termo técnico dos escritos ascéticos para designar a “forma” que toma no campo da consciência uma influência demoníaca ou, às vezes, também, a ação benéfica da graça; daí a importância da discriminação ou discernimento.
PENSAMIENTO (logismós): tiene habitualmente un sentido negativo: se trata de los "razonamientos" que surgen en el corazón (kardia) y el intelecto (nous), por un impulso de las pasiones (pathos) y por sugestión (prosbole) del demonio (diabolos). Es tarea de la custodia del corazón impedir el acceso de los pensamientos negativos.
A praktike consiste segundo Evagrio na análise e na luta contra os logismoi :
Philokalia
- Teofano o Recluso
- Evagrio
- Da Discriminação (diakrisis): "7. Aprendemos, depois de muita observação, a reconhecer a diferença entre pensamentos angélicos, pensamentos humanos e pensamentos que vem dos demônios (diabolos). O pensamento angélico tem que ver com a natureza verdadeira das coisas e com a busca de suas essências espirituais (essências interiores — ousia). Por exemplo, porque o ouro foi criado e espalhado como areia nas baixas regiões da terra, para se achado somente como muita labuta e esforço? E como, quando achado, é lavado na água e posto ao fogo, e então posto na mão de artesãos que o moldam em candelabros do tabernáculo e censórios e vasos dos quais, pela graça de nosso Salvador, o rei da Babilônia não mais bebe (Dan V, 2)? Um homem como Cleopas traz um coração ardendo com estes mistérios (Luc XXIV, 32). O pensamento demoníaco, por outro lado, nem conhece nem pode sabe tais coisas. Só pode vergonhosamente sugerir a aquisição de ouro físico, vislumbrando a riqueza e a glória que disto virá. Finalmente, o pensamento humano nem busca adquirir ouro nem se preocupa em saber o que simboliza, nas traz à mente simplesmente a imagem de ouro, sem paixão ou ganância. O mesmo princípio se aplica a outras coisas também.
Perenialistas
Frithjof Schuon
- O Esoterismo como Princípio e como Via
- No conhecimento, deve-se estabelecer uma distinção entre o aspecto de analogia e o de identidade, pois aí encontraremos a diferença fundamental entre o pensamento racional e a inspiração intelectual, no sentido próprio e exato deste adjetivo. O aspecto de analogia é o da descontinuidade entre o centro e a periferia: as coisas criadas, inclusive os pensamentos - portanto, tudo aquilo que constitui a manifestação cósmica -, estão separadas do Princípio; as realidades transcendentes apreendidas pelo pensamento estão separadas do sujeito pensante. Isto significa que o conhecimento racional ou mental é como um reflexo separado de sua fonte luminosa, reflexo este, no entanto, exposto a todos os tipos de perturbações subjetivas.
- Quando o Véu é espesso, esconde a Divindade: ele é feito das formas que constituem o mundo, mas existem também as paixões da alma. O Véu espesso é tecido com os fenômenos sensoriais à nossa volta e com os fenômenos passionais em nós mesmos; e notemos que um erro é um elemento passional na medida em que é relevante e o homem nele se envolve. A espessura do Véu é simultaneamente objetiva e subjetiva no mundo e na alma: é subjetiva no mundo na medida em que nosso espírito não penetra a essência das formas, e é objetiva na alma no sentido de que as paixões ou os pensamentos são fenômenos.
- Os véus humanos são, primeiro, o próprio homem, o ego em si; em seguida, o ego passional e tenebroso e, finalmente, as paixões, os vícios, os pecados, sem esquecer em um plano normal e neutro os conceitos e pensamentos na qualidade de vestimentas da verdade.
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Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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