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akedia - acídia
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akedia
Designa uma ruptura da ascese (askesis) e da vigilância (nepsis), um estado de negligência interior, de desencorajamento, de vazio doloroso, de "depressão". Philocalie
Abatimento, desânimo, esgotamento, tormento, sem causa precisa, que assalta o asceta.
(akidía): tedio, desgano, pereza e inercia espiritual. Genera obtusidad del espíritu, impotencia de la voluntad y disgusto por los mismos dones de Dios.
Mais triste que a própria tristeza, a acídia é esta forma particular da pulsão da morte que introduz o desgosto e o tédio em todos os atos. Conduz ao desespero, à depressão e até ao suicídio.
Os padres da Philokalia a chamavam de "demônio do meio-dia", e a descreviam em detalhes como aquele estado em que o asceta (askesis) depois de conhecer consolações espirituais de iniciante (eisagogikos) e combates (agon) ardentes da maturidade (mesos), põe em dúvida todo seu caminho espiritual. Jean-Yves Leloup
Vizinha da tristeza, a tal ponto que a tradição ascética ocidental, com Gregório o Grande, reuniu as duas em um só grande vício (kakia) ou pecado (hamartia). A tradução por preguiça ou tédio não corresponde na íntegra a seu sentido original, pois também é ao mesmo tempo desgosto, aversão, abatimento, desencorajamento, torpor, sonolência, peso do corpo e da alma (psyche). Leva à instabilidade, inconstância, procrastinação, aversão a tudo que o cerca. Philokalia-Therapeutes
Merecem atenção especial as reflexões que fizeram os monges do deserto a respeito da paixão e do demônio do “azedume”. O azedume tem importância porque não é tanto uma paixão específica, mas sim um estado de espírito que invade a consciência humana. O azedume é o tédio ou desgosto espiritual. É o vazio global e falta de propósito, aparente, que submerge a pessoa em certas etapas de seu desenvolvimento humano e espiritual, e habitualmente coincide com a maturidade da vida. Por essa razão alguns Padres chamaram ao tédio espiritual, o “demônio do meio-dia” (da vida), inspirados no salmo 91: “Sua fidelidade é escudo e couraça. Não temerás (...) a epidemia que devasta ao meio-dia.”
As elaborações que os monges do deserto fizeram do demônio do meio-dia, não só ficaram integradas na tradição mística cristã, quase sem mudanças substanciais, de tão certas que eram. Também pelo caminho da psicologia, o homem moderno descobriu e analisou a mesma experiência básica, na perspectiva de crise da maturidade. Assim, com outra linguagem, a crise do meio-dia foi tema para escritores, poetas, psicólogos e psicanalistas, conselheiros matrimoniais e também mestres espirituais.
A crise ou demônio do meio-dia se revela pouco a pouco na maturidade que segue aos primeiros ideais e realizações, as frustrações e fracassos. O homem olha para trás e lhe parece que nada fez de significativo, e que no presente não tem muito a mostrar. Não tem ânimo de começar de novo, e prefere permanecer em uma rotina que lhe causa tédio. O amor matrimonial ou de sua consagração a Deus – para o mesmo efeito – perderam o sentimento e o fervor, sobrando um vazio que a pura fidelidade parece não poder encher. Gostaria de uma vida mais interessante e reconhecida por outros, e isto parece fora de seu alcance. Perderam-se as ilusões, e um certo cinismo se acentua, o que é um dos sintomas da crise da maturidade. Profundo tédio e cansaço invadem o homem.
A sabedoria do deserto consistiu em que esses rústicos eremitas, séculos antes de as ciências contemporâneas investigarem as crises da maturidade, já as haviam analisado em seu nível mais amplo e radical: como crise e tentação global na espiritualidade. Os Padres integraram, na mística, experiências aparentemente só psicológicas, e expuseram em termos de tentação e chamada à conversão o que para os psicólogos seria apenas uma crise. Neste ponto os Padres do deserto fizeram uma das primeiras sínteses entre a psicologia e a mística.
O demônio do meio-dia é o demônio que reúne todos os demônios. É uma das tentações mais radicalmente sutis: apresenta-se, passado o primeiro entusiasmo e dinamismo do caminho espiritual, como cansaço e futilidade. A oração parece inútil e improdutiva; a prática da misericórdia fraterna parece tão longínqua como antes, encadeada aos defeitos do temperamento e do egoísmo. As paixões parecem reaparecer constantemente, sob novas formas. O espírito, cansado, insensível e opaco. A simbologia mística usou inumeráveis símbolos para expressar essa experiência clássica da maturidade humana e espiritual: a secura, a aridez, o deserto, o êxodo, a noite... Em tudo isso, a tentação fundamental consiste em ir recuperando, pouco a pouco e insensivelmente, o que foi entregue a Deus, no começo, pleno de generosidade e numa entrega total.
A terapêutica dos eremitas, e de todos os místicos, ante a tentação do meio-dia, é sempre a mesma: continuar buscando a vontade de Deus, não tanto motivados pela ilusão e pela sensibilidade, mas por uma fé e um amor purificados. Particularmente continuar constantes na oração, apesar da aridez e da noite: a primeira tentação do demônio do meio-dia é a de abandonar a oração, porque não somos dignos dela nesse estado de tédio e insensibilidade, ou porque Deus parece esquecido de nós e parece não nos responder. Como conta um “apoftegma” do eremita que submerso na tentação deixou a oração, para mais tarde recapacitar-se e recuperá-la, ouviu a palavra de Jesus em seu espírito enquanto orava: “Foste descuidado. Depois que voltaste a mim outra vez, viste que eu estava sempre junto de ti.”
O recurso à Palavra de Deus é a segunda terapêutica fundamental para vencer a tentação do meio-dia – e em verdade as tentações do demônio em geral. A exemplo de Cristo que expulsou o demônio com o uso reiterado da Palavra, os Padres meditavam continuamente a Bíblia, especialmente os Evangelhos, sobretudo em tempos de crise e tentação. Selecionavam e aprendiam de memória frases bíblicas adequadas às diferentes formas de sedução do demônio, usando-as como oração. O recurso à Palavra se fazia tanto mais importante, porquanto o demônio costuma servir-se da mesma Palavra para enganar e seduzir (por exemplo, as tentações de Cristo no deserto). A experiência que tinham os Padres de que a Palavra de Deus falsamente lida e interpretada é fonte de desvios e cegueiras mais sutis, e de enganosas confusões entre as trevas e a luz, os levava a meditá-la acompanhando sua oração com o espírito de discernimento que facilita a renúncia do coração.
Esta renúncia lhes parecia necessária para receber a luz da discreção de espírito e a força para vencer a tentação. Assim como haviam descoberto para cada sedução uma Palavra iluminadora, também a experiência lhes ensinava que diversas seduções se combatem melhor com certas renúncias que as neutralizam.
Sobretudo, os eremitas se davam conta de que o pior perigo do engano na tentação, e muito particularmente nas crises do demônio do meio-dia, provinha do isolamento e da tendência para discernir sozinho e enfrentar a crise somente por si. Por isso insistiam tanto na disposição de humildade, como a arma mais segura contra os enganos e seduções do mal, e, como conseqüência dela, insistiam na manifestação e abertura de consciência aos irmãos. Assim estes anacoretas, que se exilaram no deserto para buscar Deus na solidão e no silêncio, se constituíram mestres, iniciadores da arte da direção espiritual e do discernimento de espírito em fraternidade. (A SABEDORIA DO DESERTO - SEGUNDO GALILEA, Paulinas)
Philokalia
- Evagrio
- Golpeas tu pecho porque ves al alma moverse hacia el pecado, pero ella no percibe nada. Tratas de convencerla con las Escrituras, mas ella no te escucha porque está obtusa. La enfrentas con la vergüenza de los hombres, pero no te atiende ni te entiende, como si fuera un cerdo que ha cerrado los ojos y se dirige hacia su recinto. A éste demonio nos llevan los persistentes pensamientos de vanagloria. Y se ha dicho de él que si aquellos días no hubieran sido abreviados, ninguna carne se hubiera salvado (Mt 24:22). Esto sucede a aquellos que raramente frecuentan a sus hermanos. El motivo es evidente: este demonio, frente a las desgracias de los demás, es decir las de aquellos que han sido acometidos por las enfermedades o que tienen la desgracia de estar presos o encuentran una muerte imprevista, huye en seguida, porque no bien el alma se ha conmovido y se llena de compasión, se disipa el endurecimiento producido por el demonio. Pero esta posibilidad no la tenemos a causa de la soledad en que vivimos o de la rara presencia, cercana a nosotros, de personas que sufren. Es justamente para que podamos huir de este demonio que el Señor nos recomienda, en los Evangelios, que visitemos a los enfermos y a los que están en la cárcel. Estaba enfermo y me visitasteis (Mt 25:36), nos dice. Pero debemos tener presente esto: si algún solitario, habiéndose tropezado con este demonio, no ha aceptado todavía pensamientos impuros, ni ha abandonado su casa entregándose a la acedía, éste ha recibido la tolerancia y la templanza, que han bajado de los Cielos y lo han bendecido por tal impasibilidad. En cuando a aquellos que han hecho suya la profesión de ejercitar la piedad, y eligen vivir junto a los mundanos, deben cuidarse de este demonio. Yo, en efecto, me avergüenzo delante de todos ustedes y no quiero seguir diciendo o escribiendo a su respecto. Los sueños
- Cassiano
- Nuestra sexta lucha es contra el espíritu de la acidia, que está unido al espíritu de la tristeza y con él colabora, siendo éste un terrible y pesado demonio, siempre pronto a ofrecer una batalla a los monjes. Cae sobre el monje en la hora sexta produciéndole desasosiego y escalofríos, causándole odios hacia el lugar donde se encuentra y contra los hermanos que viven con él, así como respecto de su trabajo y de la lectura misma de las divinas Escrituras. Le insinúa también el pensamiento de cambiar de lugar y la idea de que, si no cambia y no se muda, todo será fatiga y tiempo perdido. Además de esto, le dará hambre alrededor de la hora sexta, un hambre tal como no le sucede después de tres días de ayuno, de un largo viaje o de una gran fatiga. Luego hará que surjan pensamientos varios, tales como que no podrá nunca liberarse de tal mal o de tal peso, si no sale frecuentemente visitando a tal hermano, para obtener una ventaja, se entiende, o visitando a los enfermos. Al Obispo Castor: Los ocho pensamientos viciosos La acidia
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