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Symeon Neos Theologos - Simeão Novo Teólogo
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Palavras-chave:
oração
cristianismo
ascese
luta
gnose
jesus
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sobriedade
vigilância
contemplação
praxis
corpo
carne
tentação
philokalia
Symeon Novo Teologo
Biografia e bibliografia
Simeão, o novo teólogo, (949-1022) é uma das mais notáveis e interessantes figuras da Igreja Oriental, e também uma das mais próximas de nós. Não foi um teólogo especulativo, mas um asceta, um homem de oração, um místico. Mas ele foi verdadeiro teólogo, se é certo, como ele repetia frequentemente, que só podem falar de Deus os iluminados pelo Espírito, contemplativos da luz divina, numa visão espiritual. Nada de sistemático em seu ensinamento que se apresenta como um testemunho pessoal: "Fiz a experiência do amor de Deus para com os homens", nos diz ele, e essa experiência se expressa em sua palavra, em sua oração. Sua mensagem conserva toda a sua força para os nossos dias. Centrada na iluminação do Espírito e na necessidade de uma união pessoal com Deus, ela abre, para todos os crentes, o caminho de uma autêntica vida espiritual.
Simeão viveu numa das épocas mais gloriosas do império bizantino. Época de expansão territorial, de sábia administração, de progresso cultural, científico e literário.
Os monges participavam da prosperidade geral. A coragem que demonstraram, durante a perseguição iconoclasta que sofreu o Oriente, durante mais de um século, os engrandecera. O iconoclasmo, essa querela que interditava o culto às santas imagens, deflagrada em 725, pelo imperador de Bizâncio, Leão III, o Isoriano, atingia não só a arte, mas também a devoção dos monges e do povo. Apoiados pelos papas e mais enérgicos do que os próprios bispos, os monges defensores das santas ícones sofreram terrível perseguição da qual saíram vitoriosos.
Jorge foi seu nome de batismo. Nasceu em Galate, em 949, de família nobre, provinciana. Aos quatorze anos foi levado a Constantinopla para prosseguir os estudos e abrir carreira na corte, então dissoluta, o que ele recusou, preferindo interromper os estudos. Teve, então, um primeiro contato com o célebre mosteiro de Studios, onde conheceu Simeão, o piedoso, que veio a ser seu pai espiritual. Nesse tempo, não pôde ou não quis fazer-se monge. Sua primeira graça mística foi então seguida de um período de relaxamento que durou 6 anos, durante os quais exerceu importantes funções na corte. Con-verteu-se por uma forte intervenção divina e, apesar da oposição da família, saiu às escondidas da casa paterna, para voltar a seu pai espiritual, em Studios.
A total fidelidade do noviço a seu pai espiritual e seus arroubos místicos preocuparam o superior e a comunidade de Studios. Quiseram subtraí-lo da influência de Simeão, o piedoso. O noviço recusou-se, foi despedido do grande mosteiro de Studios, passando a viver em S. Mamas, sem perder a direção espiritual de Simeão, o piedoso, e continuando suas práticas de austeridade e penitência. Eleito superior de S. Mamas, foi ótimo administrador, mas como pai espiritual pareceu a muitos severo demais, e 15 anos depois, sentindo-se incompreendido em seu mosteiro, demitiu-se e estabeleceu-se pobremente, num oratório em ruínas, em Paloukiton, onde a presença de alguns monges permitiu a organização de um pequeno mosteiro. Ali terminou sua vida trabalhosa e generosamente sofrida, mas tão iluminada de graças divinas.
Em suas obras notamos a abundância de citações bíblicas, a tradição oriental, a influência dos Padres gregos. Entretanto seu pensamento permanece original e o tom de seus escritos é bastante pessoal. Seu conhecimento não foi adquirido em livros, mas provém de sua própria experiência e de seu contato íntimo com Deus, à luz do Espírito Santo. Quanto ao conteúdo de sua mensagem, notamos o destaque para o seu cristo-centrismo, a importância do Espírito Santo na santificação e na divinização do batizado, a insistência sobre a participação viva e consciente do cristão, sob a ação da Graça divina, e o sentido da escatologia já realizada. (Apresentação em "Prière Mystique")
Simeão viveu numa das épocas mais gloriosas do império bizantino. Época de expansão territorial, de sábia administração, de progresso cultural, científico e literário.
Os monges participavam da prosperidade geral. A coragem que demonstraram, durante a perseguição iconoclasta que sofreu o Oriente, durante mais de um século, os engrandecera. O iconoclasmo, essa querela que interditava o culto às santas imagens, deflagrada em 725, pelo imperador de Bizâncio, Leão III, o Isoriano, atingia não só a arte, mas também a devoção dos monges e do povo. Apoiados pelos papas e mais enérgicos do que os próprios bispos, os monges defensores das santas ícones sofreram terrível perseguição da qual saíram vitoriosos.
Jorge foi seu nome de batismo. Nasceu em Galate, em 949, de família nobre, provinciana. Aos quatorze anos foi levado a Constantinopla para prosseguir os estudos e abrir carreira na corte, então dissoluta, o que ele recusou, preferindo interromper os estudos. Teve, então, um primeiro contato com o célebre mosteiro de Studios, onde conheceu Simeão, o piedoso, que veio a ser seu pai espiritual. Nesse tempo, não pôde ou não quis fazer-se monge. Sua primeira graça mística foi então seguida de um período de relaxamento que durou 6 anos, durante os quais exerceu importantes funções na corte. Con-verteu-se por uma forte intervenção divina e, apesar da oposição da família, saiu às escondidas da casa paterna, para voltar a seu pai espiritual, em Studios.
A total fidelidade do noviço a seu pai espiritual e seus arroubos místicos preocuparam o superior e a comunidade de Studios. Quiseram subtraí-lo da influência de Simeão, o piedoso. O noviço recusou-se, foi despedido do grande mosteiro de Studios, passando a viver em S. Mamas, sem perder a direção espiritual de Simeão, o piedoso, e continuando suas práticas de austeridade e penitência. Eleito superior de S. Mamas, foi ótimo administrador, mas como pai espiritual pareceu a muitos severo demais, e 15 anos depois, sentindo-se incompreendido em seu mosteiro, demitiu-se e estabeleceu-se pobremente, num oratório em ruínas, em Paloukiton, onde a presença de alguns monges permitiu a organização de um pequeno mosteiro. Ali terminou sua vida trabalhosa e generosamente sofrida, mas tão iluminada de graças divinas.
Em suas obras notamos a abundância de citações bíblicas, a tradição oriental, a influência dos Padres gregos. Entretanto seu pensamento permanece original e o tom de seus escritos é bastante pessoal. Seu conhecimento não foi adquirido em livros, mas provém de sua própria experiência e de seu contato íntimo com Deus, à luz do Espírito Santo. Quanto ao conteúdo de sua mensagem, notamos o destaque para o seu cristo-centrismo, a importância do Espírito Santo na santificação e na divinização do batizado, a insistência sobre a participação viva e consciente do cristão, sob a ação da Graça divina, e o sentido da escatologia já realizada. (Apresentação em "Prière Mystique")
St Symeon the New Theologian
Syméon le Nouveau Théologien
Symeon_the_New_Theologian Wikipedia
Syméon le Nouveau Théologien
St. Simeon the New Theologian - OrthodoxWiki
Escritos na Internet
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Traduções e estudos em inglês (Amazon)
Perenialistas
Frithjof Schuon
- Para São Simeão o Novo Teólogo, a fé deve ser vivida em obras de santidade e assim em tudo que conduz à contemplação, e isto o leva a concluir que os santos apenas são efetivamente batizados. Longe de querer substituir o batismo pela iniciação que iria além dele, São Simeão quer ao contrário fazer da graça batismal algo revivido através das lágrimas espirituais e através de diversas disciplinas e bendições, e encontra nestas palavras de Cristo seu ensinamento: "Aquele que crê em mim, de seu ventre deve fluir rios de água viva". Fica claro que esta fórmula não institui nenhum rito. "Arrependimento é a renovação do batismo, mas a fonte das lágrimas depois do batismo é algo maior que o batismo". Este juízo pode parecer paradoxo se se esquece que o arrependimento é o fruto da graça batismal; esta mesma graça, se adquirida e apropriada pela pessoa, se torna em si mesma o "presente de lágrimas", um sinal seguro que o coração foi derretido pelo amor divino" (Vladimir Lossky, Ensaio sobre a teologia mística da Igreja do Oriente).
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Murilo Cardoso de Castro
Doutor em Filosofia, UFRJ (2005)
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